Faz sentido que a mídia mundial acompanhe de perto as eleições americanas. Afinal, o nome que aflorar do processo bizantino de eleições indiretas que parecem diretas, literalmente comandará o mundo sem restrições. Continuará uma tradição de 60 anos de ingerência (por meios claros ou escusos) em nações soberanas. Manterá a roda-viva do consumismo, amparado em crédito destemperado, às custas do desenvolvimento econômico exterior. Poderá jogar bombas em quaisquer países julgar interessante, sem impedimentos.

O processo eleitoral americano deve ser acompanhado por todos os seres humanos, sem exceção. Em jogo podem estar suas vidas.

Aos nomes, pois: John Edwards e Rudolph Giuliani acabaram de pular fora. O tosco Mitt Romney, felizmente, não tem chances reais. John McCain pode parecer um velhinho simpático, mas é um republicano. Barack Obama fala bem, mas só superficialmente. Ninguém sabe como fará o que afirma ser necessário fazer. E Hillary, nenhum brasileiro deve esquecer, foi ao menos parcialmente responsável pela evasão escoltada dos pilotos do jato Legacy que colidiu com o vôo 1907 da Gol. Sejam culpados ou não, jamais serão julgados agora.

Uma coisa, porém, dá certo alento. Nenhum deles é o atual presidente. Sempre que um genocida deixa o poder, renova-se minha esperança na humanidade. Não dura muito a sensação, mas comemoro mesmo assim.

Anúncios